Alimentação nas escolas

Ontem, na última ronda de zapping quando já me preparava para desligar a televisão e meter a cara num livro, dei de caras com um programa do Jamie Oliver sobre a alimentação nas escolas britânicas. O que me levou a pensar nas nossas....
Durante o ciclo e o liceu foi muito raro comer na escola. Viseu é suficientemente pequena para eu vir a casa almoçar sem grandes problemas. Mas, das poucas vezes que comi, não se pode dizer que tenha ficado com grande vontade de repetir. Já na Faculdade a coisa mudou de figura: deslocada no Porto, com um orçamento para gerir, a cantina era uma solução natural, rápida e barata para as refeições. Mas lembro-me que não se comia nada de especial. Tudo saía de uns panelões imensos e tudo tinha um ar demasiado cozido. Havia soluções melhores mas o orçamento não chegava para isso. E tenho ideia de que a cantina não era de todo frequentada pelos alunos que, morando no Porto, tinham o orçamento um bocadinho mais folgado.
É claro que o engenho existe para alguma coisa e rapidamente fui apresentada à Casa M. onde, para além de ser tratada como membro da família, se comia peru estufado e panados com arroz de feijão por um preço igual ao da cantina. Mas era um lugar pequeno e conseguir almoçar lá dependia ferozmente do nosso grau de conhecimento dos donos e da predominância clara que ali tinha Engenharia e portanto eu estava bem cotada.
Mas voltando às cantinas: tanto dinheiro gasto em investigação e congressos para trás e para a frente, e tanta bolsa de doutoramento e tanta pompa e circunstância e não há dinheiro para melhorar um bocadinho as cantinas? Será que não dá para aquilo ser feito com um bocadinho mais de cuidado e de atenção? Afinal as cantinas servem aqueles que mais precisam de apoio e que estão deslocados e que pura e simplesmente não têm dinheiro para outra solução. Será que essa malta merece para sempre puré de batata de pacote e carne estufada já desfeita de tão cozida?

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