Surpresas

O dia foi de mudanças. Ajudar quem tantas vezes me ajudou a mim e ser parte de um dia importante. Sapatilhas e calças velhas.
No final decidimos que precisávamos de um banho, um vestido, um nadica de maquilhagem e um bom jantar. No lugar do costume. Queríamos um jantar lento e calmo. Afinal, caímos no meio de um evento e um jantar para 20 para o qual estávamos convidadas sem saber. Ainda bem que estávamos de saltos. Conversa para aqui, conversa para ali. E saímos de lá a com pessoas novas no telefone, que queremos conhecer melhor. A noite foi diferente. Se calhar para melhor. Porque a vida, se olharmos da maneira certa, passa a vida a dar-nos surpresas boas!

Dias de férias... em casa

Sim, na segunda semana de férias fiquei em casa. Pode parecer estranho. Mas o trabalho obriga-me a andar sempre de um lado para o outro. Vai. Vem. Volta. E por isso, uns dias de acordar tarde, passear pelos bairros da cidade que ainda não conheço, descobrir jardins e lojas engraçadas e jardins nas varandas, sabe bem. Depois, as tardes são na máquina de costura. Com calma. Sem pressas.
Antes, férias era sinónimo de uma viagem a algures na Europa. Sinto saudades disso, claro. Do olho arregalado com novidades. Sim, sinto saudades dessa excitação. Mas estou numa fase diferente e preciso de coisas diferentes.
Voltando às coisas boas de ficar por casa. Às vezes o azar transforma-se em sorte. E a encomenda que fiz à Patrícia foi devolvida pelos correios. Por isso, tive mesmo de ir à loja doSemente e finalmente conheci a Patrícia, cujo trabalho sigo à anos. Muita sorte para o projecto, Patrícia!

Novidades na loja



A loja anda devagar. Um bocado abandonada. A verdade é que há coisas que se vão fazendo para oferecer, coisas para mim e só aqui e ali trabalho para a loja. É ao meu ritmo. Não quereria que fosse de outra forma. 

Dias de férias

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2 semanas de férias. A primeira já passou. Fui para a Casa Maura, o meu refúgio de estimação no Algarve. Não foram as férias de relas total que eu queria porque há coisas no trabalho que me preocupam. Mas apanhei sol na minha praia favorita. Ou melhor, tomei banho e estendi-me à sombra na minha praia favorita. Não sou o ser de praia normal.... não gosto de me deitar horas a fio ao sol. Pego num livro, leio umas páginas, viro-me, saco das linhas ou das lãs. Vou ao mar. Volto. Vou para casa, vejo um filme. Trocoto mais um bocado. Durmo horas sem fim. 
A parte 2 vai ser por Lisboa. Tempo para passear na cidade, costurar, curtir a casa e a frescura das paredes grossas. Oh, mano, descobri que o prédio foi construído em 1908. É mesmo uma casa velhinha!

Férias ou nem por isso

Estou de férias. Mas hoje, estou pouco de férias. Caiu na minha mesa uma bomba esta semana que não consegui desarmadilhar. Vai sobrar para outro. Mas há muita pedra para partir, muita coisa para perceber e organizar antes que o trabalho fique claro.
Por isso, hoje, aproveitando que o dia está com um ar triste, enevoado, miserável, fiquei por casa. Eu e o meu computador. A pensar. A olhar para alguma coisa que não entendo, não conheço e a tentar fazer sentido daquilo. A tentar. Estou há 3 horas nisto e só agora começo a vislumbrar a luz. Muito, muito ao fundo. Dia de férias perdido. Pois. Mas ao final do dia eu vou saber muito mais sobre fazer estradas em Moçambique :)

Ao sabor da corrente

Uma roseta de cada vez

Comecei por comprar umas meadas. Porque sim. Porque gostei.
Depois pensei em transformá-las num colete. Mas achei que ia ficar demasiado colorido para o modelo que estava a pensar.
Depois vi este casaco e fiquei apaixonada.
Mas depois, e volta a trocar, achei que as rosetas davam a manta mai linda das redondezas.
E depois uma amiga disse que a queria! E cá estou eu, ao sabor da vontade, a fazer uma coisa que me dá muito gosto. Mortinha por ver o resultado final....

Destes dias em Luanda

Foi uma viagem sem grande história. Trabalho, almoços de família, jantares com amigos mas poucos. Soube bem. Correu bem. O trabalho correu bem.
Vim cansada dos dias de trabalho que começam às 7. Mas vim de consciência tranquila de missão cumprida.
O fim‑de‑semana vai ser uma correria. A segunda-feira é já ali. Mas tudo bem!

Outras Angolas

Sabemos que a fruta que se compra na rua é produzida cá. Vemos as bananeiras e as mangueiras e os mamoeiros quando vamos estrada fora. Mas sempre achei que devia haver mais.
Hoje tive a sorte de conhecer um dos exemplos desse mais. Um lugar onde se cultiva e produz fruta de forma profissional. Os talhões planeiam-se. As pragas são analisadas e combatidas. Compram-se sementes novas. Estende-se o perímetro de rega.
Vim feliz. Gostava que mais gente pudesse ver estes bons exemplos. E que eles fossem mais, muitos mais.

P.S. Estou com preguiça de tirar as fotos da máquina. Um dia destes trato disso. 

Mais uns dias em Luanda e....

A cidade tem uns caixotes do lixo grandes, novos, verdes e numas quantidades razoáveis.
Há lojas a abrir por todo o lado.
Os supermercados são mais e com um ar mais... Europeu, digamos assim.
A luz continua caprichosa. Os geradores também.
O cacimbo continua a ser a minha temperatura favorita.
É bom ir pela rua e encontrar amigos e grandes sorrisos.
O asfalto do eixo viário precisa de uma ajuda urgentemente.
A net anda surpreendentemente rápida.
Sabe bem passar cá uns dias!

Banda sonora de viagens


 Assim entre outros, viagem que é viagem tem de incluir Ana Carolina & Seu Jorge, António Zambujo, Bauhaus, Beirut, Bjork,Brass Wires Orchestra, Cure, Deolinda, Diego El Cigala, Emmy Curl, Glenn Gould, Goran Bregovich, Jorge Tuna, JP Simões, Luisa Sobral, Márcia, Mazgani, Minta & the brook trout, Nick Cave, PJ Harvey, Sigur Ros, The Dresden Dolls, Ute Lemper, Violent Femmes, Wraygun.

Ok, estes estão. E muitos mais. Obrigada Deus pela invenção dos leitores de música. Devias estar a pensar na malta das horas sem fim de avião.

Na feira do livro

Nunca tinha ido à feira do livro em Lisboa. Hoje quando cheguei, desafiei a amiga do costume e lá fomos nós! Gostei! Gostei dos milhares de livros. Das famílias a passear. Das farturas. Do ar de festa descontraída.
Vim de lá com mais uns livros. Bons! Que me vai dar gozo ler e apreciar. E fiquei fã!

A nossa outra vida

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Esta deve ser a loja menos tratada do mundo. Mas de vez em quando, há um projecto que se termina  que merece aparecer à luz do dia. Gosto muito destas capas de ipad e gosto de me divertir a escolher botões. 

Eu e a arte #6

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Museu do Azulejo. Para quem não conhece, recomendo vivamente!
Arejado, cheio de coisas bonitas mas ao mesmo tempo não se sai de lá assoberbado.
A visitar mais vezes, sem dúvida.

Eu e a arte #5

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Não é todos os dias que gosto muito de uma foto que eu tirei! Mas desta, gosto muito!

Eu e a arte #4

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Domingo foi dia de teatro. Também. Fui ver uma peça sem uma única palavra. Os corpos, as caras, as expressões ou a falta delas é que marcavam o ritmo do que havia para contar. O TUP em acção!

Coisas bonitas e práticas

Peónias e o meu saco
Quando o meu irmão me ofereceu o Afonso e a sua igualmente famosa placa anunciando a presença de um cão feroz, também recebi um saco com rocinhas para as compras. Porque moro numa casa de velhinhas e as velhinhas têm sacos para ir ao mercado.
O mano correu Viseu inteiro à procura de um saco dos antigos, em xadrez. Mas não encontrou o que queria e contentou-se com a versão Ikea com bolinhas. Por mim tudo bem, até acho piada às bolinhas.
Mas, e agora vou levar porrada quando estiver com ele, ainda não o tinha usado. Quando saía para o mercado, pensava, hum, são só meia dúzia de peças de fruta. Não vale a pena levar o saco. E no final, lá vinha eu rua fora com sacos por todo o lado.
Até hoje. Hoje peguei no meu carro com rocinhas. Funciona bem na rua apesar de alguns buracos no passeio. Cabe tudo lá dentro. E eu acabei de ficar seriamente fã do conceito :). Daqui para a frente, é assim que se via às compras cá por casa. Obrigada mano!
E há peónias. Aquelas flores lindas e carérrimas crescem na horta da minha mãe! E eu roubei umas poucas que perfumam a casa e me fazem sorrir de cada vez que as vejo.

E continua-se de um lado para o outro

3 dias no Porto. E toca para Lisboa. E antes de mais, vai mas é pedir mais um registo criminal que é preciso pedir um visto. Que vai sair num dia e se calhar ainda embarco nessa noite. Mais 3 semanas fora. Trabalho a dobrar. O de cá e o de lá. O que vale, é que agora é o cacimbo. O calor amainou. É mais fácil dormir para recuperar forças. E o tempo passa tão depressa que, quando der por ela, daqui a poucas semanas, vou estar de férias. Mais umas horas de carro para cima e para baixo. Mas dessa vez, por escolha minha. Até lá, malas, sempre as malas...

Final de tarde

Final de tarde no balcão cá de casa

Ouvem-se pássaros e abelhões. Cheira a morangos. A roseira está florida. O cão anda por aí sorridente, a pedir festas. O calor está na medida certa. As tardes são longas. E está-se bem no balcão.

Preciso de uma aspirina

Aspirinas
Os dias que mais detesto são aqueles em que chego ao final e sinto que não mereci o salário. Olho para o dia: atendi telefonemas, crises, skypes, emails cuja resposta não pode espera, telefonei a pedir dados... Tentei sentar-me a fazer as coisas do princípio ao fim. Mas faltava qualquer coisa. Começo a estudar outra e outra crise se mete no meio.
Os dias que mais detesto são aqueles em que chego ao final e não sei o que fiz o dia todo. Mas em que estou exausta na mesma.

Heranças que temos ou se me dissessem que eu ia ter isto há 20 anos atrás eu desatava à gargalhada

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Pois é, eu sou a feliz dona de um prato da lagosta. No meu caso é assim a dar para o lagostim. Quando era miúda odiava-o. Mas porque os tempos mudam e os anos fazem ainda mais danos, há uns anos atrás perguntei ao meu tio se sabia quem tinha herdado o prato da lagosta. E ele deu-mo. Esteve em casa dos meus pais uns tempos mas agora, na minha casa de velhinhas, tinha um lugar reservado para ele na cozinha.
Para me lembrar que todos mudamos.