Eu consigo, eu consigo... ou o mantra que digo a mim mesma para chegar até ao fim

Ele há livros que assustam. Porque quando começamos a ouvir falar deles, percebemos que são obras primas difíceis, coisa de gajos que são atropelados por um camião depois de acabar o doutoramento sobre duas páginas do livro. Para mim, o bicho papão sempre foi Kafka e Joyce. Os livros (ou pelo menos alguns) estão nas minhas prateleiras há anos, à espera que eu ganhe coragem. Há sempre mais alguma coisa para ler. Por isso aqueles foram ficando para trás.
Mas afinal, sou uma mulher ou sou um rato? Vou assustar-me assim com uns livros que alguém deve ter lido ou não seria famosos como são? Vou mesmo deixar isto assustar-me? Eu não sou um rato! E pronto, lancei-me ao teoricamente mais fácil (não sou um rato mas também não sou parva!). America de Franz Kafka. E vou chegar até ao fim por sou teimosa que nem uma mula. E vou ler os outros porque não sou um rato. E porque ao menos, depois disso, vou poder dizer "Já li, não fiquei fã". Ou se calhar fico. Logo vemos quando chegar ao final.

The Invention of the World

But the where of a life don't matter at all, it's the how of your life that'll count.
Jack Hodgins, The Invention of the World

Verdade verdadinha. Não importa onde estamos. Importa como vivemos. 

Eastbourne

Precisava sair de Londres. Precisava ver o mar. O conselho que recebi foi Brighton.
Demasiadas pessoas, demasiado.... sei lá. Mas gostei de Eastbourne. E lá fui eu, cheirar o mar e matar saudades de horizonte.


Primavera




Vocês vão-se rir..... mas a verdade é que acho eu nunca dei conta da primavera como este ano. Sim, claro que eu sempre notei os pompos a crescer e vi as folhas pequeninas e vi dei conta das flores. Mas este ano eu caminho por entre árvores e arbustos todos os dias. Este ano eu tenho dois jardins que todos os dias mudam nas últimas semanas. Bolas, eu tenho flores em vasos que apanhei no jardim da frente! E deixem-me que vos diga, é uma coisa fantástica. Eu já gostava da horta da minha mãe e gostava de a ver cheia de tudo. Mas este ano é diferente.

Aprender a fazer diferente


Por razões que agora não vêm ao caso, nos próximos tempos vou trabalhar mais a partir de casa. Coisa que nunca fiz. Conceito de que sempre fugi como o diabo da cruz.
Mas não é que até estou a gostar? Sossego total para pensar em paz, música a tocar no fundo, baixinho, só para o silêncio não se tornar demasiado pesado. Eu, o computador e a chaleira para me levantar de meia em meia hora e fazer um chá. Afinal, isto tem tudo para correr bem!

Amizades que valem ouro

Ele há coisas e dias e sortes especiais. Um belo dia entrei numa galeria de arte para passar o tempo. E lá dentro estava uma pessoa com um sorriso simpático. E ficámos à conversa. Passadas poucas semanas, 12 anos atrás, fomos de férias para Barcelona. Celebrámos o aniversário dela lá. E a amizade continuou, com altos e baixos, com fases em que cada uma de nós quer esganar a outra. Mas continuamos amigas. Agora somos mais que isso, somos família! Gosto muito de ti, porra!


Trambolhos de ouro

Infelizmente não fui eu que inventei a expressão mas gosto muito dela... E aplica-se que nem uma luva aos modelistas deste ano dos Óscares. É que não me lembro de ter visto uma coleção tal de vestidos que não queria nem oferecidos.

I am back!

Eh pá, eu digo que ando sem paciência para o blogue, que não me sai nada de jeito, que parece que me sinto obrigada a escrever. Mas depois quando páro, sinto um vazio. Parece que as fotografias bonitas que de vez em quando tiro ficam fechadas no computador e que perdem a vida. Parece que as palavras ficam apenas na minha cabeça, perdidas. Por isso voltei.
O 365 fotográfico está anulado, claro. Tenho pena de não o terminar mas estava a tornar-se mais um peso que um prazer. O que não significa que não haja fotografias de que gosto. Como as duas abaixo.
Bom fim-de-semana!


Até já!

Olá gente!
Manter este blog não tem sido fácil. Não consigo explicar mas não me apetece vir aqui escrever. O 365 foi uma tentativa de manter este cantinho vivo mas não me está a dar gozo nenhum.
Por isso, para já, vou deixar isto em banho maria. E quando as saudades baterem, eu volto.
Até já!

2016

Para mim, este foi ano de muitas mudanças. Perdi o meu pai para uma doença que espero um dia tenha cura. Mudei de cidade, de país, de emprego. Fiz amigos novos e tive saudades imensas dos de sempre. A família ficou cá e o que vale é que todos sabemos lidar com a distância e a saudade. Foi um ano cheio, cheio de mudança que quase parece fácil mas, apercebi-me por estes dias, que me cansou muito e drenou-me energia que não sabia que tinha. Tive (e vou continuar durante mais uns anos) a ter de provar o que valho e o que sei. Tenho de provar todos os dias e não estava habituada a isso. Pensei se fiz bem  tomar a decisão que tomei, mas não me arrependo. A vida é para a frente e enfrentar medos faz parte dela. Parece um ano com pouca aventura comparado com anos passados mas foi antes uma aventura que durou um ano inteiro. Cheira-me que vai continuar.
E sei que voltava a fazer tudo de novo se pudesse voltar atrás.

Bom Ano gente boa!

#140 - 17-12-2016

De vez em quando sabe bem parar num lugar bonito, tomar um café bonito e ler um livro ainda melhor.

#139 - 16-12-2016-1

Não tive tanta neve quanta desejava, mas consegui fazer uma bola e atacar quem estava por perto.

#138 - 15-12-2016

A noite a cair nas montanhas.

#137 - 13-12-2016

Cantos da casa.

#136 - 09-12-2016

Boa noite Londres.

#135 - 08-12-2016-1

Vale sempre a pena olhar e tentar ver cores.

#134 - 06-12-2016-2

Reflexos.

#133 - 04-12-2016

Vitrinas mágicas.

#132 - 03-12-2016

Ele há lugares bonitos, muito bonitos.

#131 - 02-12-2016

Já varria as folhas, certo?