#17 - 28-7-2016

\
Viena. Ó cidade que cada vez me agrada mais....

#16 - 27-7-2016

Deviam ser umas 7 da manhã. Ou talvez nem isso. No longo caminho para o aeroporto, eu via tudo cinzento. Cinzento de sono. Excepto esta publicidade cujo amarelo me fez sorrir.

#15 - 26-7-2016

Entre o meu prédio e o da frente há um pequeno jardim. Com bancos para ler. Pelos vistos para longas conversas entre pais e filhas.

#14 - 25-7-2016

As formiguinhas no metro. Todos nós. Todos os dias.

#13 - 24-7-2016

Londres tem sempre mais uma rua para descobrir.

#12 - 23-7-2016


Verão por aqui é isto. Meter pão e fruta na mochila e sentar num bocado de relva, à sombra, a conversar com amigos.

O que podia ter sido

The way it might have ended - the conclusion against which reality had decisively voted - was all he could think about. Stunned by how little he'd gotten over her and she'd gotten over him, he walked away understanding,  as outside his reading in classical Greek drama he'd never had to understand before,  how easily life can be one thing rather than another and how accidentally a destiny is made.... on the other hand, how accidental fate may seem when things can never turn out other than they do.

The Human Stain, Philip Roth

Ainda os livros

Já vos disse que este é o ano dos livros bons? Pois, provavelmente sim... Lamento. Mas é mesmo o ano dos livros bons! Descobri que a prateleira dos livros para ler estava cheia de coisas que fui comprando e algumas até tentei ler mas abandonei. Acho que os livros são como tudo... se começamos a ler mono-neurónicos, os mais exigentes parecem extraordinariamente difíceis depois. E habituamo-nos aquela coisa fácil, de visualização rápida, que não pede muito da imaginação nem da capacidade de concentração.
Nem sei bem porque começou a ser diferente. Acho que por ter percebido que precisava escrever inglês muito melhor. E os livros que me recomendaram eram bons e bem escritos. Escritos como eu gostava de saber escrever. Frases simples, claras e limpas. Depois disso, nem sei. O desafio de conseguir ler um difícil e ter com quem falar das frustrações que me provocava, o renascer do gosto da literatura boa, muito boa, o renascer do gosto pelas frases que descrevem almas. Ah, e convém não esquecer..... Apesar de nada bater uma livraria, daquelas que o são há muito tempo, cheia de livros bons que nos tentam a cada passo, com o cheiro a papel e a madeira, apesar de tudo isso, lamento mas existe uma coisa chamada Amazon. Que tem livros em segunda mão. E entregas gratuitas. E os livros em segunda mão nem parecem em segunda mão. E no final, 3 livros chegam a casa pelo preço que pagaria por um na livraria. É mau, eu sei. Mas eu gosto de livros. Ando esfomeada de livros. Espero que seja só uma fase (isto da Amazon, claro).

Tudo isto para vos dizer que hoje me apercebi está escrito em inglês de, alguma forma, da mesma forma que eu escrevo em português. Com estas frases sem verbos. Com cortes e às vezes com frases longas que nos fazem perder o fio à meada e começar do início porque o princípio da conversa já vai lá atrás. Tudo isto para vos dizer que estou a descobrir um sr. chamado Philip Roth e estou a adorar.

#11 - 22-07-2016

Ok, confesso, esta foto é batota. Tirei-a em Maio. Mas no mesmo lugar e com o mesmo espírito. (A de ontem ficou péssima... desfocada, sem cor, sem piadinha nenhuma). É verão por aqui. Ou melhor, não chove por aqui. E não chover tem uma consequência imediata: a hora de almoço torna-se tempo de peregrinação de meio mundo até ao parque. Lá vamos todos, com os nossos sacos de papel de uma qualquer cadeia de comida mais ou menos quase saudável, sentamos num banco ou na relva, conversamos um bocadinho e lagartamos. Sim, sol! Verde! Clorofila! Patos chatos! Tudo vale a pena para sair uns minutos do escritório e sentir que aproveitamos a nossa hora de almoço.
Ok, contado assim parece uma actividade estúpida. Se calhar é porque ainda me estou a habituar a este luxo de comer o almoço sentada na relva.

#10 - 21-07-2016

O dia foi cheio, não houve grandes oportunidades para ver coisas que me enchessem o olho. Os minutos que tive para mim foram na porta de embarque. E eu tentei, juro que tentei. Mas o que havia para ver eram pessoas (confesso que uma senhora tinha um chapéu que me tentou), a cadeira ao meu lado com o meu livro e os headphones e a carteira (mas quantas fotos se podem tirar disso?) e a vida para lá do vidro. Aviões que chegam, que saem, follow-me a passear de um lado para o outro e pouco mais. Havia o reflexo no vidro. E amigos, lamento, quando se faz um 365 nem todas as fotos conseguem ser giras e interessantes.

#9 - 20-07-2016

 Mind the gap. Cuidado com a abertura. Tenho ideia que se ouve menos hoje do que ouviria anos atrasa para ficar uma frase tão famosa. Mas gosto particularmente deste, na estação de Canning Town. Inscrito no chão, gasto, sujo, usado mas com um ar de "posso estar cansado mas desaparecer não desapareço".


Frases imperdíveis

I thought, He's found somebody he can talk with.... and then I thought,  So have I.  The moment a man starts to tell you about sex, he's telling you something about the two of you. Ninety percent of the time it doesn't happen,  and probably it's as well it doesn't, though if you can't get a level of candor on sec and you chose to behave instead as if this isn't ever on your mind, the male friendship is incomplete.

The human stain, Philip Roth

Mais uma volta no carrossel

Mais uma viagem nesta vida que é tão feita de malas e aviões.  Já me queixei demasiado sobre isso por isso nem vou começar.  Em vez disso, mostro-vos o pôr -do-sol sobre o Danúbio. 
Boa noite mundo!

#8 - 19-07-2016


Convenhamos, fotografia de avião não é coisa fácil. A sacaninha da asa aparece sempre no caminho. Mas hoje consegui vir mais à frente. Consegui vir largos minutos a ver um patchwork semi-desorganizado, semi-caótico. Inspiração para uma manta um dia, quem sabe...

#7 - 18-07-2016

Londres num dia de sol e calor. Londres numa altura em que as pessoas mudam, as sandálias saem à rua acompanhadas dos vestidinhos que estiveram escondidos todo o ano. Londres de gente com um ar mais feliz e mais saudável. Londres onde é bom viver. Bom dia mundo!

#6 - 17-07-2016

Se não os vences, junta-te a eles. Sol implica sair de casa, sentar num qualquer nico de relva e ler mais umas páginas de mais um grande livro. Nem sei bem como, mas este ano estão a passar-me pelas mãos muitos livros muito bons.

#5 - 16-07-2016

Companheiros de viagem, de férias, de todos os dias por aqui. Há coisas que se tornam assim uma extensão de nós, o nosso braço direito. O meu saco "preciso de um saco para levar o almoço e o café e o livro" tornou-se compincha da carteira "oh que bem que isto vai envelhecer". E a máquina nova ainda anda a ser experimentada.

#4 - 14-7-2016



John Updike é, há muitos anos, um dos meus autores favoritos. As personagens dele têm uma característica especial: não são únicas. São banais. Cheias de medos, prestações, mentiras, medos, superstições. Passam de felizes a miseráveis num abrir e fechar de olhos porque a luz entrou pela janela da maneira errada. São falsas, mentem, enganam, dizem a verdade. Mas eu gosto delas, exactamente por serem tão reais, tão frágeis na sua autenticidade e na sua força. Gosto delas porque me fazem lembrar que todos somos assim. 

#3 - 13-07-2016

A verdade é que a praia lhes pertence mais a elas que a nós....

#2 - 12-07-2016

O azul é a cor do Verão.