Nina, vamos passear

Hoje cruzei-me com esta fotografia, tiradas nos primeiros tempos da Nina, quando ela me acompanhava para a praia ao fim-de-semana. E percebi que estou com saudades disto mesmo. Fotografar pormenores. Com a Nina. Temos plano de fim-de-semana.

#68 - 22-09-2016

7:37 da manhã. Eu bem vos disse que o Red Bull era um favorito dos pequenos almoços por aqui.

#67 - 21-09-2016

Beber lattes e ler em inglês (enfim, ler mais em inglês do que antes). Cheira-me que são coisas que me vão acompanhar o resto da vida.

#66 - 20-09-2016

12 anos escravo. A história é o que é, dolorosa o quanto tem de ser para este tema. Mas o que me encantou e fará rever o filme muitas vezes foi a fotografia, a cor, os detalhes da lagarta ou o pôr-do-sol sobre o rio e as árvores.

#65 - 19-09-2016

Paddington Gardens. Ao lado do escritório. O verde de muitas horas de almoço ou um lugar por onde apenas sabe bem passar.

#64 - 18-09-2016

Sim, eu sei. Este livro logo a seguir a Gente Independente não é de miúda normal. Mas tinha os anteriores, ofereceram-me este e, no domingo, saí da cama, peguei no livro e passei o dia no sofá e na cadeira a lê-lo. Conheço maneiras bem piores de passar um domingo.

#63 - 17-09-2016

Comprei este livro nos tempos de Angola. Lembro-me de ter lido alguma coisa sobre ele ou alguém me ter dito alguma coisa. Seja como for, veio de alguma forma recomendado. Meti-o na mala e levei-o para Luanda. E andou por lá anos. Comecei-o mas havia alguma coisa nestas vidas quase primitivas que me parecia demasiado duro. E para duro já me bastava o país. Voltou para Portugal, para a prateleira dos "ainda não li". E por lá andou.
Mas vocês já sabem que este está a ser o ano dos grandes livros. E este é apenas mais um.

Coisas que me tiram do sério

Fui educada a achar e a saber que conquistarei aquilo pelo que trabalhar. Acredito piamente nisso. Acredito também que tive a sorte de ser minimamente inteligente e acabar por ter trabalhos razoavelmente bem remunerados. O suficiente para viver como quero viver. Mas por ter essa sorte, também acho que devo apoiar aqueles que são menos afortunados. E nunca ninguém me viu a reclamar dos impostos que pago. Posso reclamar da forma como são usados, mas isso é outra conversa. 
Mas quando ouço políticos dizer que é preciso perder o medo ou ter a coragem sentir buscar o dinheiro onde está a ser acumulado, salta-me a tampa. Se a malta acumula dinheiro ilegalmente, investiguem-nos; se exploram os trabalhadores, investiguem-nos. Mas se são competentes e se com isso ganham dinheiro, deixem-se de fitas e sigam-lhes o exemplo. A imagem e a mensagem que os políticos e governantes portugueses andam a passar de que ir buscar dinheiro aos outros apenas porque eles têm (sejam novos impostos altamente direccionados ou dizer que não devemos pagar o dinheiro do resgate) parece-me um profundo retrocesso é altamente perigoso. 
E assim uma notícia de jornal consegue irritar-me profundamente no meu belo domingo de manhã. 

#62 - 16-09-2016

Mais plantas resistentes. Minhas desta vez. A crescer apesar da negligência.

#61 - 15-09-2016

Planta teimosa, resiliente, que se recusa a deixar-se morrer.

#60 - 14-09-2016

Viena.

#59 - 13-09-2016

Viena. Que ando a descobrir tem uma luz dourada linda!

#58 - 11-09-2016

Passear em Serralves com a minha mãe e uma amiga do coração. E vê-las a falar da vida.

#57 - 10-09-2016


 Subir o funicular dos Guindias e ver a ponte com olhos novos.


#56 - 09-09-2016

Por mais que me sinta em casa em muitos lugares, o Porto é um lugar especial. Descobrir a nova Rua das Flores que, de um lugar triste que era, renasceu e se encheu de luz e de gente.

#56 - 09-09-2016

Por mais que me sinta em casa em muitos lugares, o Porto é um lugar especial. Descobrir a nova Rua das Flores que, de um lugar triste que era, renasceu e se encheu de luz e de gente.

#55 - 08-09-2016

Hamburgers e conversas com amigos novos.

#54 - 7-9-2016

Casa é, também, o lugar onde me sento na varanda e vejo a noite a cair

#53 - 05-09-2016

 
Descobri um túnel, algures em Londres, com alguns dos melhores graffitis que alguma vez vi. Não sou miúda de street art mas era impossível não ficar com olhar de espanto.

Livros

Acho que já vos disse: este está a ser o ano dos livros, dos bons livros. Aqueles que durante anos estiveram na prateleira porque as primeiras páginas me tinham assustado ou achava que ainda não era tempo de os ler. Chegou o tempo.

Ele tinha sorrido, era uma verdade, sorrira-lhe sem no entanto sorrir, os seus olhos careciam desse brilho cintilante das cores, a sua voz das manhas confidenciais do homem que conhece poemas e os sussurra, de tal modo que um tremor lacrimejante atravesse a corpo daquela que ouve e os objectos mortos adquiram alma. 

Alldór Laxness in Gente Independente