Brexit

Este, para mim, é um dia triste. Os ingleses que conheço e com quem falei deste assunto sao gente de mente aberta. Eram a favor do sim porque o mundo evolui e é mais aberto. Estavam conscientes dos problemas mas não  achavam que um Reino Unido isolado fosse uma coisa boa.
Eu confesso que andava um bocadinho irritada com a chantagem emocional que andava a ser feita mundo fora para eles ficarem. "Ah, se o Reino Unido sair vai ser mau para todos os outros países". Ninguém dizia o lado bom, ninguém dizia "queremos que eles fiquem porque somos parte de uma mesma construção".
Decidiram sair. E o meu primeiro pensamento foi egoísta, confesso. "Bolas, que raio, é a segunda vez que trabalho num país que não me quer lá!". E se em Angola ela fácil combater isto com um "pois, malta, não me querem mas a verdade é que precisam do meu conhecimento", isso agora não é verdade. Quantos milhares de Gestores da Qualidade qualificados existem? Realmente eles não precisam de mim.
O tempo dirá o que vai acontecer. Mas mais uma vez, o que me vem à cabeça, é que Portugal é um santo local à beira mar plantado que muitos desvalorizam mas que, para quem como eu tem andado, tem andado por fora, parece cada vez mais pacífico e interessante.

Viena



Viena corresponde às expectativas. Uma cidade linda, monumental, arejada. Um centro que se descobre facilmente e que nos faz andar a olhar para cima porque cada edifício é uma delícia.
Ao mesmo tempo, descobri uma cidade de gente descontraída, que bebe café como o nosso acompanhado de um copo de água.
Uma cidade onde visitei um amigo que está mais feliz do que o conhecia e que me mostrou a sua cidade com um sorriso nos lábios e um caminhar orgulhoso e simpático. Um amigo que, apesar de recente, sei que será para sempre alguém com quem porei a vida em dia sempre que a vida o permitir.
Obrigada pelo fim-de-semana Viena!

Viena

Sim, já sei, para que diabo fazes um post antes de teres as fotos? Nao  tenho, mas vou ter! Em vez de regressar a Londres para o fim-de-semana e me voltar a meter num avião para cá na segunda de madrugada, fico por aqui. Museus sao muitos, o tempo está bom, o centro da cidade é lindo, tenho uma lista de restaurantes fora do circuito turístico para experimentar e tenho, acima de tudo, aquela sensação de férias ou fim-de-semana de descoberta que me aguça a curiosidade e me faz bem à alma.
Bom fim-de-semana mundo!

A little british

Há sempre tantos clichés em cada país. Tantos clichés relacionados com a imagem que temos de cada país.
Inglaterra. Londres. Baker Street. Sherlock Holmes. Fish and chips. Cerveja. Verde da Escócia. Big Ben. Mind the gap. Steak and kidney pie.
Curiosamente, são coisas que normalmente não fazem parte do dia-a-dia. Bom, por acaso Londres faz mas não como a cidade que se visita nas férias, mas sim a cidade de carne e osso em que se vive todos os dias. A cidade em que se fazem amigos. Que um dia vão embora. E para quem vamos experimentar chapéus para oferecer.

Parar

Eu honestamente não sei onde é que administradores e gestores e outros que tais terminados em ores vão buscar a energia para viajar constantemente. Chegam com um ar fresco, sentam-se na mesa de reuniões e aí estão eles, frescos e pensantes como se não fosse nada. 
Eu não sou assim. Ou pelo menos acho que não sou. Tento disfarçar o melhor que posso com corrector de olheiras e chávenas de café e avanço enquanto tenho de avançar. Mas depois, quando chego a casa saída de uma semana de uma cama diferente, aviões ou comboios, gente que não conheço assim tão bem ou fiquei a conhecer naquela semana, montes de coisas novas que ainda não tive tempo de processar, quando chego a casa depois de tudo isso, percebo que o meu cansaço é enorme. Viajar drena-me. O que é capaz de ser estranho numa miúda que, dentro do género, até já viajou um nadica ou um nadica mais do que isso a trabalho. 
Solução? um livro e uma esplanada. Ou um filme mononeurónico. Ou os dois. Ou agulhas e linha. Ou outra coisa qualquer desde que envolva ficar umas horas quieta no meu canto. Abençoado seja o fim-de-semana!

Aviso à navegação - Eu NÃO sou uma agência de emprego

Desde que arranjei emprego, têm acontecido uns fenómenos estranhos que me começam seriamente a cansar por isso é melhor pôr os pontos nos i antes que um dia destes eu me passe a sério. 
1 - Ligarem-me a pedir emprego
Eu não estou a contratar. Faço parte de uma equipa que tem neste momento os elementos que precisa de ter e eu não vou ter uma equipa a trabalhar abaixo de mim por isso eu não estou a contratar. Tanto quanto sei, a empresa onde trabalho, em Inglaterra, também não está a contratar por isso não, não vos consigo arranjar emprego. Só num caso muito especial, uma pessoa com quem trabalhei vários  anos e em quem confio totalmente, e que ainda por cima um grande amigo também conhece e confia, perguntei se haveria uma vaga para aquela pessoa. Não havia. Com muita pena minha porque adorava tê-lo como colega de trabalho. Voltarei a fazê-lo para aqueles que me merecem a minha total e absoluta confiança. Mas apenas esses.

2  - Ligarem-me a perguntar como se arranja emprego
Excepto quando comecei a trabalhar à 18 anos atrás, esta foi a primeira vez que tive de arranjar trabalho. Não sabia como se fazia nos dias de hoje. Por isso, peguei no que estava disponível: a internet. Fui aos sites das empresas, pesquisei, vi ofertas que andavam aí, mandei CV nos casos em que me parecia que podia responder ao pedido. Recebi muitos “não obrigada” e um dia recebi um “queremos fala contigo”. Fiz entrevistas e fiquei com o trabalho. Sorte, o CV certo para o lugar certo e mais sorte por ter sido entrevistada por pessoas que acharam que eu era a pessoa certa.

3 - Ligarem-me a pedir para apresentar empresas à minha empresa
Aqui pia ainda mais fino: as únicas empresas que recomendaria são aquelas para quem eu trabalhei. A empresa a que sempre pertencerei de coração já recomendei e recomendarei sempre porque meto as mãos no fogo por eles. Confio. Conheço. Sei o que valem. Mas tirando isso, não vou apresentar empresas que não conheço de lado nenhum. 
Não se esqueçam por favor que eu acabei de chegar. Acham mesmo que me sinto confiante para introduzir meio mundo? E se calhar, vão ao site perceber o tamanho do bicho para quem trabalho para ver se acham mesmo que têm potencial para parceiros antes de pedir favores.

Eu tive muita gente a oferecer-me ajuda para arranjar emprego. Estou infinitamente grata a todos. Só num caso pedi para me fazerem alguns contactos. Era um mercado um pouco novo para mim e sem um apresentação, dificilmente lá chegaria. E fizeram isso porque quem me apresentou conhece o meu trabalho e confia profundamente. Mas eu não era o que procuravam. Mas tirando isso, o meu objectivo era safar-me com o meu CV e com a minha (má ou boa ou depende dos dias) personalidade e metodologia de trabalho. Ok, também tive sorte porque arranjei emprego antes de ter tempo de entrar em pânico e ter de começar a tocar às campainhas. Mas honestamente, acho que ia demorar muito a fazer isso. Porque se alguém apresenta o nosso CV, essa pessoa fica comprometida. E se afinal eu me revelasse incompetente naquele lugar? Era o meu amigo que ficava com fama de sugerir uma artista que afinal não valia a pena. E eu não quero fazer isso aos meus amigos. 

Se eu consegui, tenho a certeza que os outros também conseguem. Vão à luta minha gente. Por vocês. Com o que vocês sabem. Se eu consegui, tenho a certeza que os outros também conseguem.

Aeroportos e eu

O que é o pior que pode acontecer quando se viaja? Perceber que aquele voo muito em conta vinha com uma ligação de 5 horas num aeroporto qualquer.

E a seguir Viena


8 voos em 15 dias. Provavelmente o meu record. E, para quem ainda não sabe, eu nunca achei muita piada aos voos e aos aeroportos. Saio do avião cansada, a cheirar a cavalo (o que numa mulher não é exactamente bom), morta porque com o tempo estranho cada vez mais as camas e as almofadas.
Mas, depois de Tel-Aviv, a paragem seguinte foi Viena. Por muito pouco tempo. O suficiente que quero ter a hipótese de apanhar o metro, sair na baixa, passear por ali. Oferecer-me uma fatia de Sochertorte de vez em quando. A cidade monumental que me tinham deixado antecipar sobreviveu ao primeiro olhar breve. Até já. 

Tel Aviv? Pois, não sei.




Devo ser a única esperta que de vez em quando consegue passar semanas inteiras numa cidade sem ver nadinha. Sevilha, nunca vi a catedral ou o centro histórico. Málaga, idem idem aspas aspas. Agora, soma Tel Aviv à conversa. Fiquei fora da cidade e autoestradas de acesso a uma capital não costumam estar entre as coisas mais interessantes. E portanto, trabalho / casa, casa / trabalho, não tive nem um vislumbre da cidade vibrante que me descreveram. O que vi, confesso, não me entusiasma. Mas vamos assumir que não vi.
Em contrapartida, fui a um casamento árabe! Foi o casamento do irmão de um colega da empresa e ele convidou toda a gente. E eu fui a convidada penetra de última hora. Não que fizesse muita diferente. Foram convidadas 800 pessoas! Vá, não se assustem... eu acho que estavam lá umas 200. 300 segundo as versões mais optimistas. Coisa estranha um casamento árabe versão israelita.... Uma sala enorme, um DJ que se eu fosse miúda de enxaquecas me teria encostado à box em 30 segundos (tenho a certeza que aquele volume sonoro é ilegal em qualquer parte do mundo), lasers, câmaras montadas em torres, passadeiras vermelhas, uma noiva linda de morrer de acordo com os fotos das várias sessões fotográficas profissionais pré-casamento, transformada numa miúda pesada e cansada debaixo de tanta maquilhagem. Chegaram, trocaram alianças, subiram ao palco e ficaram a dançar, eles e a família chegada. Na sala, nós comíamos humus e tzaziki e sei lá mais o qué e eles dançavam. Sem se tocarem. Beijos em publico são proibidos mas ontem eles foram ainda mais castos que isso. E, antes que déssemos por isso, éramos quase os últimos na sala. Porque mal comeram. os convidados começaram a sair. Ficou a família próxima e os gajos solteiros que animaram a festa o resto da noite. A família do meu colega parece super simpática e receberam-nos de sorrisos rasgados! Que tenham uma vida longa e as maiores felicidades aos noivos!
E pronto, regresso a casa sem ter visto Israel mas vi um casamento árabe. Se calhar algo que nunca mais consigo ver. Enquanto que Jerusalém.... eu acho que vou voltar cá daqui a uns meses!

Soma e segue

Eu sei que ultimamente este blog parece um lugar estranho onde há poucas irritações e muitas bênçãos. Nem parece meu, eu sei. Mas a verdade é que a vida me enche de oportunidades e eu estou grata por isso.
Desta vez o destino por uma semana passa por Israel. Bom, Tel Aviv para ser mais exacta. Uma semana de trabalho com colegas que não conheço. Mas que dos mails que troquei me parecem boa gente. Um colega novinho a quem vou ter de desfazer a crença que qualidade é papel. Um encarregado que toda a vida fez túneis (estão a ver os meus olhos a brilhar, certo?). Do pouco que vi, não creio que a cidade me vá fascinar. Mas a verdade é que tenho oportunidade de ver um pouco. É provar os vinhos locais (já comecei, podiam ser bem piores) e provar comida local e aprender e ensinar. Vá, convenhamos, o que mais posso pedir da vida?

Super Bock, Casa de Santar, sardinhas e amigos

Falei ao pessoal do escritório do polvo à lagareiro. Os olhos brilharam. Achei melhor não esperar por marcar um jantar com mais gente e levei-os lá. Não havia polvo. Mas havia bacalhau, sardinhas e amêijoas à bolhão pato. Casa de Santar e aguardente caseira ou quase. E Super Bock. E pão fresco com manteiga e azeitonas.
E houve conversas, gargalhadas, histórias. E um pouco mais desta coisa nova para mim que é sair com os colegas do escritório e transformá-los em amigos. Aqui parece normal. Aqui é normal. Claro que assumimos que vamos jantar porque há afinidades. Mas também apenas porque sim. Porque a empresa é assim. Porque vamos beber cervejas e falamos de trabalho. Ou não falamos de trabalho. Mas rimos. E construímos amizades. E bebemos cerveja e comemos azeitonas.
Hoje senti-me em casa. O sotaque que eu não conseguia identificar era madeirense. Pois, eu devia ter reconhecido. Mas mais importante foi a cumplicidade de emigrantes. Todos nós. Portugueses e austríacos e alemães. E por isso mesmo, esta foi uma noite que guardarei no coração. Por muitos e longos anos!
Obrigada Madeira. Obrigada Super Bock. Obrigada Dão! Obrigada Alemanha e Áustria pelas pessoas que meteram no meu caminho! Obrigada vida pelas coisas boas que me dás todos os dias!
E já agora, já que estamos nos agradecimentos, obrigadas pelos mil amigos que me passaram pela cabeça hoje e que, de alguma forma, estiveram ali esta noite.

Perdidos e achados



Já nem sei bem quando, no final do ano passado, a minha mãe um dia anunciou, très en passant, vou deitar fora as revistas velhas de tricot e crochet. Acho que não vou fazer nada do que lá está, por isso mais vale não me ocuparem espaço. Acho que me saiu da boca um Nãããããããão!!!! Eu fico com elas. Deixe-mas ver que nunca se sabe. As revistas foram metidas numa caixa a ser entregue com as mudanças. Chegaram, foram colocadas na estante dos crafts e ficaram à espera. Até ontem. Porque ontem olhei para o fio que comprei no ano passado e achei que me apetecia começar mais uma camisola. De preferência com as instruções todas só para ser mais fácil. Folheei e descobri coisas lindas que os meus parcos conhecimentos de crochet transformam em engenharia aeroespacial. Alguns dos figurinos traziam memórias à cabeça... Será  que tive uma camisola inspirada neste modelo ou será que em tempos folheei e muito estas revistas.
Mas a certa altura descobri. A camisola certa para mim. Numa velha Burda seguramente do início dos anos 80, à minha espera.
Mãe, ainda bem que não as deitámos fora!

Será que vai finalmente começar a chover?

Tem chovido incrivelmente pouco em Londres desde que cheguei. Ou pelo menos, muito pouco em comparação com o que me tinham prometido.
Excepto hoje, claro. Hoje que eu ia sair e deambular no mercado para comprar legumes decentes, chove cães e gatos! Rais partam as Leis de Murphy.

À procura das pérolas perdidas

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Como em qualquer outro lugar, o difícil numa cidade é descobrir os lugares de que gostamos e que, de preferência, não estejam atascados, verdadeiramente à pinha de gente e, em especial, de turistas ávidos e de absorver em 2 horas uma cidade inteira. E com lojas reais, com gente real, e não as habituais cadeias de café rasca ou comida preparada que, não sendo verdadeiramente má, também não é verdadeiramente boa.
Em Londres, isso significa fugir de Oxford Street a não ser em casos de extrema necessidade, fugir de Camden aos fins-de-semana porque não há paciência que valha e mesmo só um café com um amigo é capaz de me arrastar até lá (pensando bem... disseram-me que há lá um restaurante sul africano aprovado pelos nativos... mas isso será fora das horas da turistada por isso estamos bem), Picadilly, Leicester Square e afins, só para quando há visitas. Mas há muito mais cidade que isso.
Hoje, apesar de estar insuportavelmente atascado (mas quem me manda chegar tarde??), fui a Colombia Road ver o mercado das flores. Apetecia-me sair de lá com braçadas de flores mas vim apenas com uns vasos de ervas aromáticas. E como toda a gente se concentra na rua para ver as ditas das flores, o passeio junto às lojas permite perceber que não abundam por ali as grandes marcas. Há, isso sim, lojas pequenas, engraçadas, com gente simpática. Tenho a certeza que vou voltar um dias destes. Quando os turistas ainda estiverem a dormir.

Eu e a Nina por aí #13




A Nina não tem saído muito em Londres. Seja porque não me apetece carregá-la o dia inteiro, seja porque há dias em que o cinzento do céu não lhe vai tornar a vida fácil, seja porque não tenho vontade de fotografar nada sabendo que, para onde quer que eu aponte, há um milhares de telefones apontados para lá. Há um excesso de máquinas a fotografar nesta cidade. E honestamente fico com pouca vontade de ser mais uma. Sim, já sei, tens de arranjar coisas menos óbvias para fotografar. Mais fácil de dizer do que fazer mas sim, suponho que sim.
Mas de vez em quando, ela sai à rua.

Batatas fritas palha e pacotes de Nestum ou descobri mais umas coisas preciosas em Londres


Tudo começou com uma pergunta: alguma vez viste por aqui batata frita palha à venda? sim, na mercearia ao pé de minha casa! passa por cá, tomamos um café e eu mostro-te!
Melhor que o café, foi o sumol de laranja. Saído de uma lata que fala português. Num café que se eu disser que é o Café Central cá da zona, vocês percebem. Com empregadas de bata que conhecem os clientes pelo nome e servem bolos de arroz e rissois.
Na mercearia os olhos brilharam-me com as caixas de nestum, os pacotes de farinha branca de neve, as garrafas de dão grão vasco e os pacotes de sugus. Lá vim eu com os pacotes de batatas e um frasco de caramelo para o pudim.
Decidi continuar rua fora. Descobri a retrosaria onde o bom dia vem seguido de um que precisa?. Hoje não preciso de nada, mas fiquei a saber onde existe  minha linha de crochet.
Rua fora. O cheiro a mar fez-me entrar numa peixaria onde, e após meses de frustração, descubro finalmente peixe com ar de ter nadado recentemente. Inteiro. Com escamas e espinhas e olhos brilhantes. A preços de quem acha que peixe é comida normal e não um luxo gormet. Vou voltar lá.
Rua fora. O mercado de Portobello Road está lá. Mas às sextas sem encontrões e permitindo ver o que realmente existe nas bancas de legumes. Legumes com ar verde e fruta firme. Apetece levar para casa e organizar uma orgia de vegetais. Vou voltar lá.
E assim percebi que a rotina das sextas à tarde, vai ser sair do escritório de mochila às costas, apanhar o metro, beber um café onde rapidamente saberão o meu nome, comprar peixe e legumes e voltar para casa feliz sabendo que descobri algo que me faz sentir mais em casa.

Estamos quase, quase lá

Este fim-de-semana, o puzzle da minha casa fica completo. Vai finalmente chegar a mesa que vai servir de mesa de trabalho. Onde vou deixar espalhados tecidos, tesouras, máquina de costura. A bela da alcatifa vai ficar cheia de fiozinhos e pedacinhos de tecido que escaparam ao meu controlo. Tenho um grande plano na cabeça que não sei bem quanto tempo vai demorar. A manta, a tal da manta, ainda precisa de muitas horas de quilting. E, perguntam vocês, porque diabo não tens feito nada? Se não tens uma mesa dedicada, faz noutra. Eu sei, é verdade. Mas não é a mesma coisa. Gosto que cada lugar da casa me leve a um mundo diferente. E, honestamente, estou com saudades de um espaço dedicado ao mundo dos trapos.

Livros que valem todas as horas que passamos a lê-los


Há livros que são uma delicia! Que não queremos largar, que nos mantém acordados até tarde quando sabemos que no dia seguinte o despertador será, inevitavelmente, impiedoso. Por acaso tem-me passado muita coisa boa pelas mãos nos últimos tempos. Acho que a fase em que precisava de livros parvos, passou. Mas este, do Peter Hoeg, é uma absoluta delícia! Recomendo.

Das idas a casa


As coisas são sempre feitas de pequenos nadas. O que me sabe bem na Páscoa é ir a casa, ver a minha mãe acender o forno de lenha (e basicamente continuo sem me poder aproximar, não vá aqui a criança queimar-se), bater os biscoitos, ver a primeira fornada a sair mal (ou o forno está quente ou está frio mas seja como for, a primeira fornada é sempre uma desgraça), meter os biscoitos numa cesta forrada a pano. Páscoa é o rally das tias (no qual não participo há anos porque a vida não me deixa), é esperar pelo compasso, ver o primeiros sinais de primavera. Nada de mais. pequenas coisas. 
E depois voltar à vida de todos os dias. Que é tanto a minha vida como a que vivo por lá.
Tenho duas vidas. terei sempre.

Porque é que gosto de Londres #5

Porque os 9 residentes aqui no escritório a tempo inteiro representam 6 nacionalidades!