Tete

Sabem aquelas histórias de exploradores que vão para lugares mesmo perdidos no mundo? Malta que trabalha numas minas de que nunca ninguém ouviu falar? Gente vestida de caqui e com o cabelo apanhado por causa do pó?
Pois, é um perfeito exagero mas sinto que estou num lugar desses. A volta que demos pela cidade hoje de manhã revelou que o hotel onde estamos é o único aceitável, descobrimos que deve haver uns 3 ou 4 restaurantes. Há lojas, farmácias, mercados de rua pequenos com pouca variedade de fruta. Há o Zambeze ao fundo, grande, largo, com ar de rio a sério! Há imensos estrangeiros (portugueses e brasileiros sobretudo) a trabalhar nas minas que há por aqui ou nos projectos das várias barragens que vão explorar toda a energia que o Zambeze tem para dar. Sinto que cheguei aqui tarde mas não deixo de sentir que estou num lugar que só um nicho de pessoas sabe que existe, menos ainda consegue localizar no mapa e só um nico desses é que sabem que aqui há muito trabalho a fazer. Sinto que Luanda, comparada com isto, é para meninos.
Estou provavelmente a ser exagerada, mas sinto-me um pouco mais mulher do mundo depois de cá ter vindo.

2 comentários:

A mãe que capotou disse...

Há uns posts atrás falaste que estavas com inveja das férias dos outros, eu começo a ficar com inveja do teu trabalho. Acredito ficar menos verde com as fotos que por virão. Boa exploração !

MauFeitio disse...

:) bom, nunca tinha visto a coisa dessa forma. mas deixa, não fiques. se soubesses os cabelos brancos que ganhei nos últimos meses não dizias isso!