Eu não sei como há malta que aguenta

Ao longo dos anos a minha capacidade para viagens foi-se reduzindo. Comecei por odiar hoteis, depois os aviões começaram a deixar-me exausta, hoje até o sacana do comboio me cansa. Não sei porquê mas chego ao destino cansada, a sentir um cheiro a cansaço e espaços fechados que se cola à pele. Se a isto se somar um hotelzinho qualquer com 15 canais e quase todos italianos, franceses, alemães e afins, então o resultado é uma Sandra cansada, desanimada, sem energia e com olheiras profundas.
Cada vez mais tenho respeito pelo directores e administradores da empresa que, para apoiarem onde são precisos, passam a vida na estrada e quando chegam, sentam-se e toca a partir pedra e a trabalhar no duro. É preciso estofo, acreditem! Eu confesso, não aguento.
Por isso, vou ali fazer uma chávena de chá e a ver se me deito a dormir. Na minha cama, com o meu edredon, os cheiros conhecidos, a minha almofada. E a ver se amanhã consigo voltar a ser um ser pensante que hoje tenho aí 0,5 neurónio a funcionar.

2 comentários:

pin girl disse...

Agora é a minha vez: abraço a caminho!!! E ânimo...! :) Amanhã será melhor.

Naná disse...

As viagens rebentam connosco e eu realmente admiro quem é capaz de andar sempre de mala às costas e ainda estar fresco que nem uma alface pronto a partir pedra...