A arte só o é quando nos leva para os caminhos do bem

Pelos caminhos do bem

Este era um dos motos do meu professor de música quando eu era miúda. A utilização que ele fazia da frase não era muito coerente. No meu caso, a frase serve para me ajudar a classificar a arte de que gosto ou não. E isto vem a propósito do livro que estou a ler agora. Depois de meses de livros não muito interessantes, livros que se lê por obrigação, que estavam parados na prateleira, que ficam a meio porque não agarram.
Mas ontem, quando estava a fazer as malas, peguei num Michael Cunningham. E o livro fez-me lembrar os motivos porque gosto de ler. As personagens tortuosas. Com segredos. Com pensamentos inconfessos. Com dúvidas. Que passeiam em Nova York à noite com ataques de insónias. Um livro que me faz querer ir ver exposições, passear, andar por aí, ver coisas, fazer coisas. Um livro que me faz querer avançar. E se isso não é levar-me pelos caminhos do bem, não sei o que é.

2 comentários:

J. disse...

nunca li nada, mas esta na minha minha lista (mental) dos autores em fila de espera. a proxima vez que for à biblioteca vou à procura dele ;)

MauFeitio disse...

Tens de ler! Tens mesmo de ler!