A minha mãe ou a verdadeira agricultura de sobrevivência sustentável

Cá em casa recicla-se tudo. A minha mãe cansou-se de químicos e porcarias e portanto, agora, nos nossos terrenos, só entram coisas naturais. E portanto tudo o que é casca, restos de legumes não cozinhados, caroços de fruta, ou vai para alimentar as galinhas e os coelhos ou vai para o monte da compostagem. E o estrume das galinhas e dos coelhos tem como base caruma ou giestas ou feno. E o papel de jornal, que tb é biodegradável, vai para o tal do monte que tb inclui plantas velhas que se vão tirando da horta. Na altura de plantar, toca a pegar nesse monte e espalhá-lo por ali.
Mas há mais... Lenha velha que está meia podre? Espalhe-se no soito que lá derrete. As maias que enfeitaram as ruas para uma procissão? Apanham-se e vão tb para o soito que os castanheiros agradecem. As folhas dos castanheiros voam muito e perdem-se? Bom, então no espaço vazio toca a plantar carvalhos e pinheiros cuja folha não voa e podemos depois espalhar por baixo dos tais castanheiros.
O resultado? Acima de tudo comida saborosa e a certeza que ela faz o que pode por um planeta melhor :)

2 comentários:

ana disse...

que belo exemplo! :)

Naná disse...

E o mais caricato é que há umas décadas atrás era assim que se fazia, naturalmente!