Eu e a arte

Isto de ter decidido que moro em Lisboa e portanto toca a montar uma vida cá mais o "porra que eu andei culturalmente numa longa travessia no deserto" implica que em 2014 vai haver muitas exposições e concertos para ver. E tanta coisa acontece no meu eixo favorito Baixa-Chiado / Belém que muitas dessas coisas são em distâncias caminháveis, abertas e gratuitas ao domingo de manhã. OK, toca a sair de casa. E toca a registar aqui para no final do ano olhar para trás e perceber o que vi e aprendi.
Hoje decidi passar na exposição Escala de Mohs, um trabalho de Jorge Molder. Gostei? Saí indiferente. Acho que porque as fotografias mostram sempre indiferença no olhar. Al longo da transformação, nada muda. Se calhar a mensagem é essa…. que por mais transformações que se façam, por dentro não mudamos. Se calhar. Não sei. A foto de que gostei mais foi a que coloquei acima. Se calhar porque nela a maquilhagem mostra. As linhas da mão ficam mais fortes, mais visíveis. E parece que se vê a vida que passou por esta mão.
Mas ainda assim…. saí dali e fui fazer algo verdadeiramente bom: comer um pastel de Belém e tomar um café. Para compensar acho eu.

1 comentário:

Enjoy the Ride disse...

nem tudo o que é arte tem que nos encher a alma. a magia é essa mesma: a subjetividade depende de cada um de nós e a mensagem que retiramos depende necessariamente das nossas vivências.
já o pastel de Belém, cai sempre bem. ;)