Aterrar de novo em Angola

Ao aproximar-me de Luanda, vi aquele mar imenso. Muitos barcos entre o porto e a Ilha. Vi as cores do pôr-do-sol num horizonte longínquo. Vi as cores do musseque sem fim.
Aterrei. Senti o calor e os cheiros que reconheci de novo. A cidade está igual. Quase reconheço os buracos da estrada. Reconheço os empregados dos restaurantes. O pargo frito do Trinca-Espinhas sabe ao mesmo. O mar da Ilha continua quente, calmo e delicioso. Os sorrisos dos amigos continuam rasgados e as gargalhadas também. As papaias são a delícia que sempre foram.
A sensação que tenho é que estive fora uns dias. Sinto-me em casa. Num lugar que conheço bem. Sei os caminhos pela cidade. Estou em Luanda.