De vez em quando eu volto


Volto à máquina de costura. Não tem sido comum mas há umas semanas, o meu irmão vira-se para mim e disse: olha lá, não me queres fazer mais uns sacos de tecido para andarem na mala?
Pois, parece que há coisas que correm no sangue e o mano é como eu: não gosta de sacos plásticos nas malas. Roupa suja arruma-se em taleigos. No meu caso, sapatos também.
Pus as mãos ao caminho. Escolhi tecidos africanos porque são resistentes. E, já que estava a cortar, cortei mais uns poucos. E cosi mais uns poucos. Que agora chegaram à loja.

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