Parar

Eu honestamente não sei onde é que administradores e gestores e outros que tais terminados em ores vão buscar a energia para viajar constantemente. Chegam com um ar fresco, sentam-se na mesa de reuniões e aí estão eles, frescos e pensantes como se não fosse nada. 
Eu não sou assim. Ou pelo menos acho que não sou. Tento disfarçar o melhor que posso com corrector de olheiras e chávenas de café e avanço enquanto tenho de avançar. Mas depois, quando chego a casa saída de uma semana de uma cama diferente, aviões ou comboios, gente que não conheço assim tão bem ou fiquei a conhecer naquela semana, montes de coisas novas que ainda não tive tempo de processar, quando chego a casa depois de tudo isso, percebo que o meu cansaço é enorme. Viajar drena-me. O que é capaz de ser estranho numa miúda que, dentro do género, até já viajou um nadica ou um nadica mais do que isso a trabalho. 
Solução? um livro e uma esplanada. Ou um filme mononeurónico. Ou os dois. Ou agulhas e linha. Ou outra coisa qualquer desde que envolva ficar umas horas quieta no meu canto. Abençoado seja o fim-de-semana!

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