Cem anos de solidão

"La Calle de los Turcos, enriquecida con luminosos almacenes de ultramarinos que desplazaron los viejos bazares de colorines, bordoneaba la noche del sábado con las muchedumbres de aventureros que se atropellaban entre las mesas de suerte y azar, los mostradores de tiro al blanco, el callejón donde se adivinaba el porvenir y se interpretaban los sueños, y las mesas de fritangas y bebidas, entre cuerpos que a veces eran de borrachos felices y casi siempre de curiosos abatidos por los disparos, trompadas, navajinas y botellazos de la pelotera."

Bolas, eu já gostava deste livro em português. Mas o original é de tirar o fôlego a um mortal.
Sim, continuo na saga dos livros. E este já li pelo menos das vezes em português. Mas uma amiga ofereceu-mo em espanhol e eu quis ver como era. Uma coisa espantosa, uma melodia nas frases incrível.
Assim cá por coisas, e muito por viver agora num país estrangeiro onde tenho que comunicar, escrever, traduzir e, sorte ou azar, consigo lidar com 4 línguas relativamente bem, tenho pensado nisto das traduções, de como se passa de uma língua para a outra, do que dá para fazer ou não dá para fazer. Tenho descoberto que o inglês tem poucos tempos verbais, que o "you" sem versão formal ou informal é unificador mas ao mesmo tempo simplista e claramente modela a língua e as relações sociais. Descobri que gosto muito das línguas latinas e que as acho ricas e bonitas. E o português, não há volta a dar-lhe, será sempre a língua que a minha alma fala.

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